
Parece tudo vago
Como as pessoas a andar
Ponho a sopa no meu prato
pra ver se passa a febre que sinto
E ao caçar a cura pra tanta dor
Vejo que o frio me toma
E aquele fervor
Parece mais o meu rancor da vida
Que estranho isso,
Mas tão familiar quanto o vinho
Perambulando pelo sangue
E recriando tudo o que sinto
Minto ao pensar que estou doente
Pois o que a gente sente
É uma vontade gritante
de viver intensamente