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sexta-feira, maio 21, 2010

Catavento

Ontem e nessa semana revi pessoas que faziam parte do meu redor num tempo em que era permitido possibilizar uma vida de possibilidades. Amigos que dava pra encontrar de uma aula a outra do colegial, que matavam classe só pra jogar xadrez e conversar sobre mulher, rock'n'roll, futebol, questões existenciais e tantas outras coisas, que faziam a "intéra" no final do treino para quie todo mundo pudesse comer um farto lanche no China. Às vezes é bom encontrar velhos amigos e só conversar. Não precisa ser algo relevante, o que conta é a energia trocada na fala e nos gestos de um para outro. Muitos podem achar esquisito esse modo de pensar, mas é lindo conseguir captar a energia das pessoas ao redor apenas com simples gestos e a comunicação. É como se uma narrativa interior mostrasse o que os diferentes seres humanos e vivos sentem ou aparentam sentir. Pode-se estar certo ou errado, mas o que importa além disso é a própria percepção.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Vagamundo


Quem sabe no fundo
Eu leve jeito pra ser vagabundo.

Não daqueles que vagam moribundos
Mas aqueles vagam nas almas do mundo.












"coração de vagabundo bate na sola do pé." 
(ditado popular da malandragem)                                                                                                                           .

terça-feira, janeiro 05, 2010

Tetricidade

[...] a vida vai, em repente
Se repete incessantemente
Sempre com algo a nos dizer

Tenho medo e não tenho
De saber pra que convenho
Estar aqui ou não estar
Sem tragédias ou com elas pra nos desesperar
e talvez o meio nos salve
O que quase-nunca-sempre acontece
Por que não se vê nosso desempenho

E continua a dúvida
Turva e calada
Gritando ao amanhecer ou na madrugada
De pé pra parede que cerca cada um
Às muitas-poucas vezes esquecida
Surge como uma dolorosa facada
Chamada individualidade

Nessa (in)feliz realidade
De sombra-luz, bondade-maldade
temos fé, amor, afeto e perseverança
como se ninguém ainda tivesse matado a esperança

Ela tá sangrando! de ano a ano, mês a mês, segundo a segundo, cara a cara, tez a tez.
Mas vamos a curando, toda vez
E vazio torna a voltar
E rio corre pro mar (mas e o mundo?)
Lá no fundo.

Quer dizer... Que sou eu?
P'ra quê vim?
P'ra que fim?
A gente nasce... mas já morreu.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Lua Crescente


Sendo assim, vamos em frente
Lutar, vencer, perder, respirar, viver
Nessa vida ambivalente
Em lua crescente.