Páginas

Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tempo. Mostrar todas as postagens

domingo, maio 23, 2010

Passagem de um Andança pela Vida

[...] Ele sabia que era um momento arriscado, onde tudo poderia acontecer. Sem essa estória de bom ou ruim, ele tentou pra ver se conseguiria arrancar um sorriso sereno e de cara ficar com tal sorriso. Caminhou junto, deu as mãos, ouviu, foi ouvido e sempre numa proximidade de fazer os olhos brilharem. Eis que o sorriso veio e com ele um sol, digno de domingos na praia deserta.

Das estradas da vida ele já saíra muitas vezes desnorteado, cambaleando depois de atropelos. Com um olhar sincero e mesmo sem direção certa, ele mirava o campo, longe, onde todos eram iguais. Suor no rosto, malandragem nem tanta, mas tentando aprender nas esquinas da vida entre um bate-bola e uma conversa em boteco no fim da copa.

Ah! saia e queria ver as pessoas os prédios e o mar ao mesmo tempo, sempre disponível a ir tomar banho de mar à madrugada e saciar a sede depois do mergulho com uma água de coco ou um whiskey talvez. Os companheiros ao redor, nem sempre tão atentos levavam pra um lado e outro, mas de repente ele só resolveu que se fosse pra levar que fosse só por enquanto, quando o sol ainda estivesse se pondo. Fez as malas mesmo que morasse perto, saiu e voltou no outro dia, com uma bela moça de baixo do braço. Vez em quando ela também levava-o no braço pra lugares bem simples e bonitos só pra fazer o que há de melhor: viver.

Nesse morro-quebrada-complexo-habitacional da vida, eles passeavam e iam descendo e subindo ladeirões e curvas em meio a barrancos, palafitas, barracos e becos. tinha tempo em que ele subia, subia, subia e esperava por ela lá em cima. Outrora era ela que subia, subia, subia e esperava por ele lá em cima. De mala, cuia e cuíca, com tropeços, atropelamentos e muito jogo de cintura eles iam caminhando, colhendo flores, espinhos, dores de coluna e remédios pra alívio.

Certa vez, ele foi querer subir um ladeira de duas mãos. Não pelo lado que ela ia, mas por outro, meio turvo. Horas inexatas, muita gente atrás deles, querendo algo que eles não sabiam, mas uma coisa era certa: pessoas com caras ruins. ele foi e viu o peso na frente e atrás. começou a correr. Ralou a cara no chão, se levantou, continuou correndo a ladeira. Do alto, o amor. Cai mais uma vez e se levanta pra alcançar. Não quis parar. Não era hora e não era vontade. [...]

sexta-feira, maio 21, 2010

Catavento

Ontem e nessa semana revi pessoas que faziam parte do meu redor num tempo em que era permitido possibilizar uma vida de possibilidades. Amigos que dava pra encontrar de uma aula a outra do colegial, que matavam classe só pra jogar xadrez e conversar sobre mulher, rock'n'roll, futebol, questões existenciais e tantas outras coisas, que faziam a "intéra" no final do treino para quie todo mundo pudesse comer um farto lanche no China. Às vezes é bom encontrar velhos amigos e só conversar. Não precisa ser algo relevante, o que conta é a energia trocada na fala e nos gestos de um para outro. Muitos podem achar esquisito esse modo de pensar, mas é lindo conseguir captar a energia das pessoas ao redor apenas com simples gestos e a comunicação. É como se uma narrativa interior mostrasse o que os diferentes seres humanos e vivos sentem ou aparentam sentir. Pode-se estar certo ou errado, mas o que importa além disso é a própria percepção.

domingo, abril 25, 2010

Colisão


Em torno da mente retorno confuso
Meio muito estranho
real papo de surdo e mudo
queria só saber qual é o plano.

E parece machucar, mas é só impressão
Arisquez, compensamento, imensidão
tudo bem lento
sem vontade de intento

Mas p'ra quê?

Soturno, me durmo
Em mim e nos outros
Não sei o que sinto agora
Mas a angústia no peito é algo profundo

Queria saber como e porquê
mas não é tão possível
talvez no dia que for atingido
no real e derradeiro eixo sangüíneo

Ai que dor no peito!

Saber que ele ainda não é ermo felicita
E complica as chances de sair ileso
Ou então entrar tão coeso
de uma ou outra vida

E bate, chuta, vira
Cascas, ruínas, feridas
Perigo constante, sujas armadilhas
Causando uma estranha extrema revolta e apatia.

Desrtitmia, rápido coração
Rota de colisão.

terça-feira, abril 20, 2010

Soul Fire

Soul Fire brings the Tomorrow,
Not with sorrow, but with gain
Shoot the darts right in the arrows
And let begin the pain!

Pain, pleasure and love
All in this amplified hole
Called soul.

segunda-feira, abril 05, 2010

Vive




É, a gente vive
Anda, faz e acontece
Sem esquecer das pessoas importantes, marcantes
Que em horas inusitadas, aparecem
Aquelas, que a gente leva pra vida toda
Que estão alí não por ser boas ou más, só pessoas
Aliás, não 'só' pessoas, vidas que colidem.

É, a gente vive
Corre, tropeça, cai, levanta e não perde a corrida
Às vezes fica aquela ferida
Que olha e dá aquela imagem sofrida
Mas e antes das quedas, e o suor?
O sangue vibrando, a vida acontecendo, o ar entrando no pulmão.

É, a gente vive
Gosta, desgosta e enrola a ação do amor
É, aquele que nos dá senso de dual-unidade
Vem depois da paixão, passando pela amizade
Chega e nos invade,
Nos mostrando o quanto podemos ser pequenos e grandes ao mesmo tempo
E falando no tempo, ele passa e o amor não
Fica ali, gravado no peito, no coração
Quem já sentiu sabe o valor.

É, a gente vive
Se despedaça e recompõe
Vem como vapor
Se dissolve em lágrimas e endurece como gelo
Tudo na mesma hora
E ninguém mais sabe o que é frio ou calor
Ferve o sangue, suor gélido
Palidez de não estar com quem se ama
Parece bobo, mas quem reclama, sabe viver

É, a gente vive
Como corpos e balas em um tiroteio livre.


"Correr é um valor mas conforme for tenho uma na agulha e mais cinco no tambor."
Fórmula Mágica da Paz - Racionais

domingo, março 07, 2010






Estava revendo algumas memórias virtuais que ficam pairando pela internet em nossos avatares de comunicação à distância - mesmo que se possa estar perto longe da tela digital - e encontrei algo que mesmo não num estado muito feliz, me fez sorrir. As coisas mais simples e mais ingênuas são as coisas que muitas vezes mais me marcam. Um dia me disseram que é porque essa sensação de ser tocado com o simples é uma sensação que temos desde o nascimento, mas que não é todo dia que acontece, como aquele som do sino do sorveteiro, o tato ao tocar na grama molhada com mãos e pés, o gosto daquele suco de côco que só tinha no Nordestão de sampa e até aquela primeira vez de um beijo em um rio. Tenho algum problema cerebral eu acho, pois mesmo amuado, esqueço de tudo que pode ser ruim só por um carinho verdadeiro, por compaixão física, por pensar no melhor, no amor.


Ela:

Beijo solicitado e embalado, a remessa chegará em breve via SEDEX.
Favor , cuidado com o pacote, produto delicado. Use sem moderação.




O Ministério do Coração adverte : beijar faz bem á saúde.


mandaram-me isso após eu reclamar um beijo. Isso é simples, e belo.

sábado, março 06, 2010

Humano Futuro do Imprefeito


Como posso ser visto como não sou?
Errei um monte de vezes antes, mas quem não errou
Acompanho passos e aperfeiçoo o meu
Quero ser lembrado como o que frutificou, não o que pereceu.

E não! Não sou filisteu!
Se grito é pq sinto, se falo, é porque penso
e penso no melhor apesar de todods os fardos e baixas
O que me faz crescer é essa vontade de traçar a rota de caça e vitória

Se cair, do chão não passa e se levantar o céu tá logo alí
Nunca perdi a chance de andar e pular
Nunca perdi a chance de amar
Nunca perdi a chance viver o que quis

Minhas imperfeições moldadas são daqui praí
Meu modo de pensar emoldurado se fez pra refletir

Nem novo nem velho
Apenas vivo!

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Chuva Seca

O barro secou.
Por dentro tudo corrói
Mas depois vai vir a chuva
enfatizar o que fez o sol

Entre a fome e a sede o pecado se instala
Cheiro de sangue e morte que o sertão exala

Mas depois vai virar mar
Pois a chuva não vem pra limpar, e sim pra aniquilar

Chove chuva!
Pois além da miséria
O povo tá cansado
Dessa vida suja!
Tão grave!
Tão Séria.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Weather Experience

Tempo ruim é tempo bom
Corro contra ele
Não sei o que foi.

Antes passava longe
Evitava o açoite
Mas vi hoje desde ontem
Que a vida faz ponte

Ando e tento pisar leve
Pois caminho perigoso é grande
É preciso não ser breve

Divagar devagar
P'ra poder literalmente FILOSOFAR.


(Lembrando que filosofar é construir, não deixe o mundo ruir! [no ruim])