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segunda-feira, abril 28, 2008


O óbvio nunca se vê
Na superficial mente de quem se vende
E venda os olhos das crianças que acreditam
E acabam sem saber o que fazer

É tão normal pra todos
Não construir, manipular
Colaborar pra instigar
O monstro da ingnorância dos outros

Nunca iremos ver o sol como é
Se não lutarmos com fé
Pra que um dia esse véu acabe

No chão, pisado
E não nos trate como um simples quadro...

De frutas, mesas e cadeiras sem sentido.

Sanidade Sanitária





Eu sei que todos estão loucos

e eu também
mas sanidade não se vê
e vamos morrendo aos poucos

Mas o que é ser são
Conhecer o bem?
Ser forte de coração?
Não, quero ver o que vem

Pode não ser o que eu quero
Mas quisera eu controlar e ser normal
Pois viver é calmo e frenético
Combinação entre o revigorante e o fatal.

segunda-feira, março 24, 2008

Produto do Meio


Produto do meio
Entorpecido eu me sinto
alentando minhas feridas
calos de pessoas que se foram
e continuam indo

E eu quero tanto tudo
que acabo me enchendo
e andando, e andando
pra chegar ao fim

Nunca acontece
mas desaparece e explode de novo
com tudo o que tinha dentro
fazendo uma ferida maior
outro rastro de horror

Que estranhamente se torna amor
de tudo e todos
da vida dos outros
que te ouvem e não
pois são e não estão

Dentro do peito
entorpecido e marcado
seco e dilacerado
produto do meio.

domingo, março 16, 2008

Olhos à Procura

Meus olhos mostram quem sou,
mas também te mostram com estou
sem vontade de abrir-me a esse mundo
onde tudo que era bom acabou

Sonâmbulo, procuro bondade,
ternura, que talvez só encontre em suturas
causadas por palavras sutis e gestos vazios
mas causando o choque de êxtase de dois corpos
cansados de serem frios

E se esquentam até virarem cinzas de novo...
...aos olhares à procura do insano.

É Sempre Assim


sem sangue, sangrando
com vida, morrendo
sem tuas mãos ao redor, sem teu suor no ar
esperando por algo maior
e é sempre assim...

maior que a loucura
e ela é a maior
mais forte que a apatia encontrada em seu corpo
mas o poço de almas secou
e é sempre assim...

sem ar, respirando
o nada, o mundo
que maldito conto de fadas
que malditas palavras sufocadas
que folhas malditas de poemas queimados
e é sempre assim...

e isso tira tanta força daqui
que parece enevoar todos os pensamentos
bloquear toda a energia de outros alentos
petrificar o coração já esmagado
e é sempre assim...

quarta-feira, março 12, 2008

Não Sou Seu


Não me trate como sendo seu,
pois não sou
apenas estou
aqui, junto de você
no breu.

Breu de pensamentos turvos,
águas claras,
sentimentos límpidos
onde você chora
com a maquiagem borrada.


Borrada de verdades,
Borrada de silêncios,
em meio à vaidades,
em meio ao extravasamento.


extravasamento de você em mim,
como um rio sem fim
que passa e passa
mas continua ali.


está aqui, mas não é meu
pois é seu o sentimento
que outrora tu negou
só pra depois esquecer o lamento.


Lamento te dizer, não sou seu
mas estou aí
e seria seu se fosse meu
mas tudo que é meu se desfez no seu
quem agora sou eu?

Encontros



Encontros desencontrados
vidraças quebradas
pensamentos vagos

águas passadas

Que vêm e vão
pra fazer lembrar
mas que acabam passando
de olhar em olhar

E mesmo que algo esteja faltando
despedaçado dentro
eu sei que você vai estar aqui
me cedendo um alento
só pra me ver sorrir

Reconstruir tudo que se foi
fazer do choro uma música pra depois
e o abraço, momento de agora
por que enquanto estamos aqui
tem muita vida lá fora.

terça-feira, março 11, 2008

O Choro


A chuva cai
e vem lavar
as mágoas saem
como o sangue a rolar

Como uma bola de neve
vermelha dura
mas real e pura
como o chão que se pisa

E quando passa vem o sol
aquecer de novo o que se foi
o que esfriou por não ser
o que acabou sem saber

como algo que não sai
apenas pra atordoar
as lágrimas que caem
como o sangue a rolar

E nada disso acabou importando
e todas as forças foram ficando
mas tudo isso que falo vai chover de novo
como fantasmas do passado, do sufoco
e devorar as lágrimas e o sangue,
o choro.

Nos Meus Olhos


Olhe nos meus olhos

o que você vê
você?
não.

Olhe ao seu redor
tente me encontrar
mas não se perca
não perca o ar

Esse fôlego que aparece
as vezes te faz esquecer
que pode sumir a qualquer segundo
e entorpecer a sua mente com o que está no fundo

não vê?
sou eu.
nos teus olhos
no teu rosto
na tua boca
na tua alma

Olhe nos meus olhos
o que você vê
você?
não,
nós.

De Vez Em Quando


De vez em quando
a dor aumenta
de vez em sempre
o coração não agüenta

Mas se tudo isso tem que acontecer
que seja.
Passos descontínuos me acompanham
ouvindo músicas de tons foscos
perto de sereias cantando
e o lamento dos ogros.

e quem se importa?
pode dormir que eu não ligo.

E o olho vê tudo,
mas não quer ver
a noite vem chegando
depois do entardecer
e as pedras vão rolando
sem saber onde parar
e fazendo esquecer
a dor de estar amando.

segunda-feira, março 10, 2008

Insonia


Insonia
vazio forte
cheiro de amônia
olhando ao norte

e o cansaço continua
mas a penumbra camufla
de forma estranha
o que a loucura não sana

e você anda
caminha e corre
pra saber o que tanto sangra
acaba não descobrindo, se desvia e morre

mas vive de novo
como uma troca de peles
deixando o que é velho, oco
enquanto a nova vida se ergue.

domingo, março 09, 2008

Sofrer


Sofrer já não importa mais

o horizonte se abriu

trazendo o sorriso do mar

aquele que ninguém viu


Cheio de luz, como o próprio sol

iluminando a noite

pra todos sairem

e prepararem o açoite


Chicotadas de penumbra

confortavelmente dolorosas

por saber que a vida acaba

sem se ter feridas profundas


O prazer em conhecer é destrutível

e quando a noite cai, a vida se perde

pra se achar nas cicatrizes mais possíveis

de pessoas que se cruzam na vida


E por isso sofrer não é algo importante

é algo natural, como a fala de um dialéto banal

fazendo entender no simples

o que se esconde nos ditos pensamentos especiais.

sexta-feira, novembro 16, 2007

assim


Assim se elucidam as fontes do ser

No mais infame ar de nascer

tão puro quanto a luz

e tão trevoroso quanto a alma que o seduz


E tudo se perde em palavras jogadas

Ao vento, sem cor

rancor dentro de lágrimas

chuva de anestesia da dor


Como algo que nos deixa assim,

Sem saber o que fazer

como a prisão do querer

entre palavras que escondem tudo aqui


Não deixe pra depois o que está para acontecer

não deixa a agonia encontrar a alegria

pois não viver bem, pra mim é covardia

algo que não pode permanecer


pois é, assim...

domingo, julho 29, 2007

Guerreiro



Uma folha passou por aqui,

Cheia de poeira e cinzas

parecidas com as em minha mente

encrustradas pelo mal que jaz aqui.


E o vento que passa por entre minha mente me faz desvanescer

me faz esquecer da batalha em que me encontro

mas logo acordo e vejo o inimigo:

-Eu mesmo


Luto pela paz, em tudo e todos

pois sem ela, não existe nada,

pois o ódio é vazio

como as chibatadas em meus ancestrais que ainda me trazem marcas.

E vou lutar mais, pelo amor

pela paz, sem medo nem pudor

pois não há nada mais nobre para um guerreiro

do que derrotar todo o ódio e rancor

só pra se mostrar vencedor perante quem sustenta o sistema.

memória insana

Em tempos de escuridão você me fez lembrar
do insano que fui e a que ponto fui chegar
mas nada agora importa
pois a memória está aí: morta

tão podre que chega a molhar de chorume
a alma daqueles que viram o caos
e nada disso ninguém assume
pois sabe que irá virar mal

sem rumo de importância
vou lavar toda essa saudade
pra que nada aconteça
por baixo da maudade

Labareda



Com a boca seca bebo água
pra acalmar uma sede bem maior
que me corrói em vida
que me faz procurar o tudo no nada

A alma procura
algo pra alentar
como uma labareda
de uma fogueira à luz do luar

O andar é apressado,
pra poder caminhar o máximo
e o que fica pra trás
no peito fica acumulado

Se faz bem ou mal não sei
mas viver mata
porém eterniza pensamentos
e faz quem vive virar rei...de si mesmo.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Luz das Ondas


O tempo passa
Assim como o vento faz a brisa
E distorce a luz que bate nas ondas.
E o mar se acalma,
e vem a alma a serenar
E vêm as palavras pra elucidar
O pensamento de quem ainda não se mostrou
E a decadência daquele que ainda não procurou
Amar e ser amado pr'o tempo passar
E dizer enquanto vê os amigos a andar
Que a vida aqui se encontrou
Pra não morrer depois
Pois se concretizou
E fez os sorrisos aparecerem
E fez as risadas serem agradáveis
E fez todas as insanidades serem afáveis
Se encontrando pra depois morrerem,
Por tentar encontrar sanidade em tal vida
de andar e andar
Sem conseguir se encontrar
Mas então ver e chegar
até a amizade e a luz
na brisa que bate
nas ondas do mar.