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segunda-feira, junho 07, 2010

sábado, junho 05, 2010

Frenesi

Há algo em mim
Parece vulcão
Explode, aquece, dá vontade
Vontade de continuar até cair.

Frenesi.

terça-feira, junho 01, 2010

Ato Espontâneo

E aqui quero estar.
Gritando! Escapando minha ira contra o que não posso lutar
Cantar, falar, afagar a pele em chaga dos que sentem a mesma dor
Amor do ardor que a música distorcida causa
Alívia em certa pausa
O que temos no peito e não pára de trovejar...
Vontade!

Se pudesse ser ouvido por toda alma, Entenderiam que isso é como respirar.

quarta-feira, maio 26, 2010

Nneka Egbuna

Pensando sobre algumas coisas que vejo no cotidiano e querendo colocar mais um gosto musical meu, lhes apresento uma menina que me encantou pela voz, musicalidade e letras: Nneka Egbuna.

No álbum Victim Of Truth, primeiro que ouvi dela, ouvi consciência e musicalidades encaixarem certinho em canções que enchem a alma e a cabeça de energia. Assim como Eryka Badu e Dezarie, ela é uma p*&$#@ cantora! E o melhor é que é nova. Sem fala que já fez trabalhos com Gnars Barkley, Femi Kuti (filho do grande Fela Kuti), Lenny Kravitz e o grupo The Roots. Muito boa mesmo.


Vai aí uma letra dela.






Come With Me

Come let us be truthful, surrender our pride
Admit the stains on our, our chest, our hands
We seek, we find, we take, we kill
Our love is hate, our smiles are fake
Take my body, take my hands,
Take everything you have created
Take your riches, take your money, take everything
But not my experience
No, no


Chorus
No you cannot take my experience away,
No you can’t take my soul away,
No you can’t make me go astray
Because I know where I stand
No you cannot take my experience away,
No you can’t take my soul away,
No you can’t make me go astray
Because I know where my father is


Come let us be truthful, surrender our pride
Admit the things we have been doing
Oh it seems as if we deal with others
To gain self profit
Oh why, why, why
Oh no


Chorus


Come let us admit that we are living a lie
Come let us speak out that we have been sinning,
We have been sinning
Oh no come let us take a look at the mirror,
See how sad it looks
Come let us take a break, go into ourselves and
Find the peace and silence saying


Chorus


I know, you know, I know where my father is
Don’t you know? Yes I do

Venha comigo

Venha deixe-nos ser realistas, render o nosso orgulho
Admita as manchas no nosso, o nosso peito, as nossas mãos
Buscamos, encontramos, tomamos, matamos
O nosso amor é o ódio, os nossos sorrisos são falsos
Tome o meu corpo, tome as minhas mãos,
Tome tudo que você criou
Tome as suas riquezas, tome o seu dinheiro, tome tudo
Mas não a minha lembrança
Não, não


Refrão
Não você não pode levar embora a minhas lembranças,
Não você não pode levar embora a minha alma,
Não você não pode fazer com que eu me perca
Porque sei onde estou
Não você não pode levar embora a minhas lembranças,
Não você não pode levar embora a minha alma,
Não você não pode fazer com que eu me perca
Porque eu sei onde meu pai está


Venha deixe-nos ser realistas, render o nosso orgulho
Admita as coisas que fizemos
Oh parece que se tratemos de negócios com outros
teremos um ganho próprio
Oh por que, por que, por que
Oh não


Refrão


Vamos admitir, aquilo que vivemos foi mentira
Venha falar alto que estivemos pecando,
Estivemos pecando
Oh não vamos dar uma olhada no espelho,
Ver como triste, olha
Venha, vamos descansar um pouco, mergulhar em nós e
Encontrar o provérbio de silêncio e a paz


Refrão


Eu sei, você sabe, eu sei onde meu pai está
Você não sabe? Sim sabe.

domingo, maio 23, 2010

Passagem de um Andança pela Vida

[...] Ele sabia que era um momento arriscado, onde tudo poderia acontecer. Sem essa estória de bom ou ruim, ele tentou pra ver se conseguiria arrancar um sorriso sereno e de cara ficar com tal sorriso. Caminhou junto, deu as mãos, ouviu, foi ouvido e sempre numa proximidade de fazer os olhos brilharem. Eis que o sorriso veio e com ele um sol, digno de domingos na praia deserta.

Das estradas da vida ele já saíra muitas vezes desnorteado, cambaleando depois de atropelos. Com um olhar sincero e mesmo sem direção certa, ele mirava o campo, longe, onde todos eram iguais. Suor no rosto, malandragem nem tanta, mas tentando aprender nas esquinas da vida entre um bate-bola e uma conversa em boteco no fim da copa.

Ah! saia e queria ver as pessoas os prédios e o mar ao mesmo tempo, sempre disponível a ir tomar banho de mar à madrugada e saciar a sede depois do mergulho com uma água de coco ou um whiskey talvez. Os companheiros ao redor, nem sempre tão atentos levavam pra um lado e outro, mas de repente ele só resolveu que se fosse pra levar que fosse só por enquanto, quando o sol ainda estivesse se pondo. Fez as malas mesmo que morasse perto, saiu e voltou no outro dia, com uma bela moça de baixo do braço. Vez em quando ela também levava-o no braço pra lugares bem simples e bonitos só pra fazer o que há de melhor: viver.

Nesse morro-quebrada-complexo-habitacional da vida, eles passeavam e iam descendo e subindo ladeirões e curvas em meio a barrancos, palafitas, barracos e becos. tinha tempo em que ele subia, subia, subia e esperava por ela lá em cima. Outrora era ela que subia, subia, subia e esperava por ele lá em cima. De mala, cuia e cuíca, com tropeços, atropelamentos e muito jogo de cintura eles iam caminhando, colhendo flores, espinhos, dores de coluna e remédios pra alívio.

Certa vez, ele foi querer subir um ladeira de duas mãos. Não pelo lado que ela ia, mas por outro, meio turvo. Horas inexatas, muita gente atrás deles, querendo algo que eles não sabiam, mas uma coisa era certa: pessoas com caras ruins. ele foi e viu o peso na frente e atrás. começou a correr. Ralou a cara no chão, se levantou, continuou correndo a ladeira. Do alto, o amor. Cai mais uma vez e se levanta pra alcançar. Não quis parar. Não era hora e não era vontade. [...]

sexta-feira, maio 21, 2010

Catavento

Ontem e nessa semana revi pessoas que faziam parte do meu redor num tempo em que era permitido possibilizar uma vida de possibilidades. Amigos que dava pra encontrar de uma aula a outra do colegial, que matavam classe só pra jogar xadrez e conversar sobre mulher, rock'n'roll, futebol, questões existenciais e tantas outras coisas, que faziam a "intéra" no final do treino para quie todo mundo pudesse comer um farto lanche no China. Às vezes é bom encontrar velhos amigos e só conversar. Não precisa ser algo relevante, o que conta é a energia trocada na fala e nos gestos de um para outro. Muitos podem achar esquisito esse modo de pensar, mas é lindo conseguir captar a energia das pessoas ao redor apenas com simples gestos e a comunicação. É como se uma narrativa interior mostrasse o que os diferentes seres humanos e vivos sentem ou aparentam sentir. Pode-se estar certo ou errado, mas o que importa além disso é a própria percepção.

terça-feira, maio 18, 2010

Surrender

Surrender
Surrender to your fear, your wishes, your tear
We do not have time
We do not have to heal
To heal the words that already have wheels.

sexta-feira, abril 30, 2010

Alimento Amor



Ah! quero viver!
Quero sim, quero amar...
Amor esse que vem com cheiro de mar
Calmo, violento, vasto

Quero voar, como céu sobre
Encoberto com nuvens de desenhos
Cheio de som que a gente ouve
Quando a brisa passa no tempo lento que temos

E é música, ondas, vento e popa
Navega e vai de encontro
Uma alma à outra

E com calmaria ou estrondo
Vida vive, alma come
Alimento Amor, que mata a fome e nunca some.

quinta-feira, abril 29, 2010

Gude



Acordei sonado mas muito bem^^

Tem coisas que realmente só a vida e quem sente explica.

Na próxima postarei sobre um dia muito legal apesar dos percalços.

Fora isso, sonhar com bolas de gudi tbm é algo bem legal.

Lembrei de quando ainda era bem mais novo, ainda vindo para São Luís do Maranhão. Lá em São Bernardo do Campo, nós jogavamos bolinha de gude, divertidamente batendo umas na outras. O tempo de estar lá passou. Vim para a ilha com meus pai e em meio à minha timidez, não falava com muitas pessoas. Mesmo assim, estudando, tinha que me socializar e a primeira coisa foi o jogo de bola de gude. Um detalhe engraçado e marcante foi a fala para os meninos que estavam jogando e a resposta deles.

Eu: - Posso jogar bolinha de gude com vocês?
Eles: - Hum, marquediabéisso?! aqui a gente joga é peteca! chega aí!

 Regionalismos e reencontros do universo.

domingo, abril 25, 2010

Colisão


Em torno da mente retorno confuso
Meio muito estranho
real papo de surdo e mudo
queria só saber qual é o plano.

E parece machucar, mas é só impressão
Arisquez, compensamento, imensidão
tudo bem lento
sem vontade de intento

Mas p'ra quê?

Soturno, me durmo
Em mim e nos outros
Não sei o que sinto agora
Mas a angústia no peito é algo profundo

Queria saber como e porquê
mas não é tão possível
talvez no dia que for atingido
no real e derradeiro eixo sangüíneo

Ai que dor no peito!

Saber que ele ainda não é ermo felicita
E complica as chances de sair ileso
Ou então entrar tão coeso
de uma ou outra vida

E bate, chuta, vira
Cascas, ruínas, feridas
Perigo constante, sujas armadilhas
Causando uma estranha extrema revolta e apatia.

Desrtitmia, rápido coração
Rota de colisão.

terça-feira, abril 20, 2010

Soul Fire

Soul Fire brings the Tomorrow,
Not with sorrow, but with gain
Shoot the darts right in the arrows
And let begin the pain!

Pain, pleasure and love
All in this amplified hole
Called soul.

formspring.me

Quer me perguntar algo? taí! http://formspring.me/abiod1dark

sábado, abril 17, 2010

Partes de uma Pós-Crise

 Parte I: Da perda da inocência.

Eles não são mais, nós não somos mais, mas ainda tentamos viver sem que a apatia nos pegue de jeito. Beirando a fortaleza e a fraqueza se encontram os sentimentos mais fortes da vida aqui, mas mesmo com estes, tomamos conta do coração como se ele sempre fosse muito frágil mesmo, esquecendo quanta força existe nisso, no coração.

Parte II: Do peito em explosão.

Tenho um recado às pessoas que amam: cuidado com sua caixa toráxica. Em altos e baixos da vida, quando não temos mas já temos aquela certeza que nos leva à pessoa que pode ser a que você vai abraçar antes de dormir quando tiver uns 20 anos à frente daqui. Quando se tem essa importância, só a possibilidade de perda é como uma bomba H no meio do peito.

Parte III: Da redenção e reconhecimento.

Por mais que a vida seja confusa, quando o sentimento de amor e o reconhecimento da pessoa amada vêm a tona, você acorda. Podem ser dias boêmios, noites elétricas, semanas afásicas, não importa, tudo isso vai mudar. O cuidado vem, a resiliência vem, o sol vem. Auto-estímulos sempre funcionam, mas não mais do que uma boa dose de companhia e carinho. E digo algo cabal: Não abandonem isso por nada. Se perder é lindo e se achar também, mas nem sempre existem múltiplos caminhos depois.

Parte IV: Da vontade de viver.

Já diria Ed Motta, "se amar é viver e viver é amar, não deixe pra viver depois". E é por isso que eu amo. E é por isso que o amor faz mudanças. E é por isso que amo demais a pessoa que me acompanha, espiritual e fisicamente.


Que Olorun nos proteja na caminhada rumo à vida junto ao nosso amor.

Bi Olorun Ba fe 

quarta-feira, abril 07, 2010

One Love



"... Don't shut your arm in front of any difficulty, 'cause the gratest man in the world died with arms wide open. "

Bob Marley sobre dificuldades na vida e como um Jesus morreu pra demontrar amor.

Não tenho muito contato com a cultura cristã, mas acredito que o fato histórico de um revolucionário que andava na margem da sociedade pregando o amor como deve ser, indiferente de defeitos ou danos que as pessoas marginalizadas naquela época tinham, pra ver que a vida e o amor transformam as pessoas e sucessivamente o mundo.

por isso a raiva, ódio, rancor, negatividade devem ser todos expelidos para que vejamos com clareza a luta real. A luta pelo amor e pela paz.

Hoje eu quero isso mais do que nunca.

One love.

segunda-feira, abril 05, 2010

Vive




É, a gente vive
Anda, faz e acontece
Sem esquecer das pessoas importantes, marcantes
Que em horas inusitadas, aparecem
Aquelas, que a gente leva pra vida toda
Que estão alí não por ser boas ou más, só pessoas
Aliás, não 'só' pessoas, vidas que colidem.

É, a gente vive
Corre, tropeça, cai, levanta e não perde a corrida
Às vezes fica aquela ferida
Que olha e dá aquela imagem sofrida
Mas e antes das quedas, e o suor?
O sangue vibrando, a vida acontecendo, o ar entrando no pulmão.

É, a gente vive
Gosta, desgosta e enrola a ação do amor
É, aquele que nos dá senso de dual-unidade
Vem depois da paixão, passando pela amizade
Chega e nos invade,
Nos mostrando o quanto podemos ser pequenos e grandes ao mesmo tempo
E falando no tempo, ele passa e o amor não
Fica ali, gravado no peito, no coração
Quem já sentiu sabe o valor.

É, a gente vive
Se despedaça e recompõe
Vem como vapor
Se dissolve em lágrimas e endurece como gelo
Tudo na mesma hora
E ninguém mais sabe o que é frio ou calor
Ferve o sangue, suor gélido
Palidez de não estar com quem se ama
Parece bobo, mas quem reclama, sabe viver

É, a gente vive
Como corpos e balas em um tiroteio livre.


"Correr é um valor mas conforme for tenho uma na agulha e mais cinco no tambor."
Fórmula Mágica da Paz - Racionais

sexta-feira, abril 02, 2010

Dia de Cão

 ...










Começou mais um dia de cão
E nem si quantas vezes falei prara senhoras e senhores que me deixassem voar
Porque às vezes não é preciso ser tão enquadrado em fotos
E os focos não tem padrão, estou apenas de passagem
Ninguám me entende mesmo, só o abismo.

terça-feira, março 23, 2010

Alpiste


Sabe aquele lance estranho que dá
Bem às vezes
Quando todo mundo tá de olho
E querem ainda ser vozes?

É uma coisa engraçada
Se não fosse triste
Saberem quem você é
E ainda te darem alpiste.

quinta-feira, março 18, 2010

E o Frio



E o frio invade
Essa manhã em que acordo ainda entorpecido pela sensação de prelúdio
Ludibriado pelo pensamento positivo.

Um ponto, uma estranha ferida, mancha
Que mesmo duvidada, assusta
Não sei por quanto tempo, mas arranha
E deixa minha mente em estranha penumbra.

Meu amanhã pode ser neblinado
Eu continuo, e os de trás sumindo
Não sei muito disso
Mas às vezes a vida parece extermínio.

Basta 'tar vivo.


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Não muito bem,  minha vó -  que  mesmo  eu não  tendo  muito contato -, se encontra em uma situação de convalescência crítica e com toda certeza isso meche com a nossa cabeça. Aí a gente fica assim, não tão bem.

terça-feira, março 16, 2010

Ciúme

Ontem estava ouvindo umas músicas do Ultrage a Rigor e me dei conta de uma coisa. Mesmo eu sendo um cara calmo e de mente aberta, ME MORDO DE CIÚMES.

Não sei se isso é saudável, até porque a raiva sobe, o corpo esquenta e o pensamento racional se esvai de tal maneira que a gente só sente esse troço estranho e que depois nos dá motivo pra rir de nós mesmos: o ciúme.

É, eu sou humano mesmo.