Como o vento que passa por entre as frestas do mundo, vazio, cheio, profundo...
domingo, dezembro 13, 2009
Mudança de Tudo e Nada
A parte da fase de um todo
Revolto e emoldurado,
Lançado ao mar
Estorvo de um olhar alarmado
Sinais de mudança por todo lado
Nem tão rápidos nem tão lentos
Alguns bem vivos, outros anêmicos
Que ninguém vê realmente,
além do mudado
Enfim, é tudo igual e diferente
Mas o que é realmente revoltante
Aparece nos olhos em pane
Que não consegue encarar a mudança...
Frente a frente.
Pensamento Concreto da Chuva
.
Turva mente curva
Alagada pela chuva
Que dá umidade e frio
Que sempre volta como rio.
Corta o pensamento
Chão de cimento
Áspero e mal
Na cidade,
Total
Que acaba se tornando um...
Espiral.
Turva mente curva
Alagada pela chuva
Que dá umidade e frio
Que sempre volta como rio.
Corta o pensamento
Chão de cimento
Áspero e mal
Na cidade,
Total
Que acaba se tornando um...
Espiral.
sábado, dezembro 12, 2009
Mulher de milhar
Ela espreita as estradeas, esperando uma nova cara
Cara de um cara mascarado e distinto
Que mesmo com face coberta
expõe sua essência de absinto
Sintético clima
Minto!
Pura estética.
Superficial.
Cara de um cara mascarado e distinto
Que mesmo com face coberta
expõe sua essência de absinto
Sintético clima
Minto!
Pura estética.
Superficial.
sexta-feira, novembro 27, 2009
Arranhado
E se hoje eu fosse diferente?
Seria como foi antes
Algo transparente e inerente ao espaço
Mas a cada passo me esqueço e vou lembrando...
E se eu não fosse tão triste e frágil?
agilidade afável o mago real
tanta coisa gira, tanta alma grita, tanto som aflito
Meu destino é ser só, pois faço mal
...Passando mal.
Seria como foi antes
Algo transparente e inerente ao espaço
Mas a cada passo me esqueço e vou lembrando...
E se eu não fosse tão triste e frágil?
agilidade afável o mago real
tanta coisa gira, tanta alma grita, tanto som aflito
Meu destino é ser só, pois faço mal
...Passando mal.
segunda-feira, novembro 23, 2009
(In)certo
Novo e doce garoto velho e amargo
Como o sucesso do fracasso premeditadamente imprevisível
Próprio incentivador e carrasco
Asco e deleite de quem ao redor é sensível,
Confuso garoto sem futuro certo.
E há futuro?
...incerto.
Como o sucesso do fracasso premeditadamente imprevisível
Próprio incentivador e carrasco
Asco e deleite de quem ao redor é sensível,
Confuso garoto sem futuro certo.
E há futuro?
...incerto.
sexta-feira, novembro 20, 2009
E agora
E agora?
É preciso foto, é preciso morte, é preciso tato?
Que fato é esse, o que te assola?
Desolação por amor caído é só mais uma obra...
Obra do destino que nos impôe o que queremos sem saber
Ou o que não queremos e temos ciência.
Mas aí? cadê a essência se o ser amado foi??
Embora...
Embora a cerveja seja boa, o abraço da amada é melhor...
mas algo se perdeu entre a entopecência e a inocência.
É preciso foto, é preciso morte, é preciso tato?
Que fato é esse, o que te assola?
Desolação por amor caído é só mais uma obra...
Obra do destino que nos impôe o que queremos sem saber
Ou o que não queremos e temos ciência.
Mas aí? cadê a essência se o ser amado foi??
Embora...
Embora a cerveja seja boa, o abraço da amada é melhor...
mas algo se perdeu entre a entopecência e a inocência.
terça-feira, novembro 10, 2009
Rosas e Cactos
E nos mais estranhos caminhos
Encontramos rosas e espinhos
Cactos com águas e figos,
Matam sede mas arranham,
Cativam mas espantam
com aroma e com ardor,
A vida e o amor.
Encontramos rosas e espinhos
Cactos com águas e figos,
Matam sede mas arranham,
Cativam mas espantam
com aroma e com ardor,
A vida e o amor.
domingo, novembro 01, 2009
Quem Matou a Vontade
Quem matou a vontade?
Foi você?
Não acreditamos mais nem em luta por igualdade
Porque quem escravizou tá sempre a crescer.
E vários falam que a questão não é cor
Mas nem sabem quanto rancor foi acumulado
Lado a lado com os séculos de trabalhos
Movidos a sangue e dor.
Querem saber quem matou a tal vontade?
Pergunte a quem não nos pagou.
Não nos deu lar e ainda disse que nos libertou
E onde esconderam a verdade?
Dentro de idéias que perpetuam a falsa igualdade
Mas que de África, dos quilombos e das favelas, nunca cuidou!
E milhões de crianças e jovens hoje estão em apatia! Me digam, quem matou?!
Matutou? Não é difícil saber, mas dói sentir.
Foi você?
Não acreditamos mais nem em luta por igualdade
Porque quem escravizou tá sempre a crescer.
E vários falam que a questão não é cor
Mas nem sabem quanto rancor foi acumulado
Lado a lado com os séculos de trabalhos
Movidos a sangue e dor.
Querem saber quem matou a tal vontade?
Pergunte a quem não nos pagou.
Não nos deu lar e ainda disse que nos libertou
E onde esconderam a verdade?
Dentro de idéias que perpetuam a falsa igualdade
Mas que de África, dos quilombos e das favelas, nunca cuidou!
E milhões de crianças e jovens hoje estão em apatia! Me digam, quem matou?!
Matutou? Não é difícil saber, mas dói sentir.
sábado, outubro 17, 2009
Derrube
E a parede que construiram com espinhos está alí
E o prédio cheio de dinheiro continua alí também
Como barreiras impostas dispostas a ruir,
Como se fosse cair sem deixar vintém.
E eles não querem deixar, pra nós não
Nós queremos mudar a estrutura
De prédio p'ra escola de imensidão,
De muro p'ra tapete de informação.
Mas pra onde ruma a supremacia?
Eles um dia vão dizer:
- Ruma até a última sala vazia
Onde só sobra você.
Derube o muro!
Derrube o prédio!
Derrube o poder!
Derrube o tédio!
E o prédio cheio de dinheiro continua alí também
Como barreiras impostas dispostas a ruir,
Como se fosse cair sem deixar vintém.
E eles não querem deixar, pra nós não
Nós queremos mudar a estrutura
De prédio p'ra escola de imensidão,
De muro p'ra tapete de informação.
Mas pra onde ruma a supremacia?
Eles um dia vão dizer:
- Ruma até a última sala vazia
Onde só sobra você.
Derube o muro!
Derrube o prédio!
Derrube o poder!
Derrube o tédio!
quinta-feira, setembro 17, 2009
Repente da Queimadura de Sol Nos Olhos

E de repente o sol vem
Mas tão forte que nada sentimos
E o que se tem?
O bem e o mal entre corpos vazios.
Vale apena sentir o calor?
Espetáculo de horror queimando no asfalto
corpos no chão!
Ei, você! Mâo ao alto!
O inocente se vê culpado
O coitado se vê condolente
A toda dor de homens cinzas, malvados
Que no fim das contas são todos parentes
Aparentemente fardados
Fadados se autoflagelarem
distribuindo violência em trapos
que vestem a segurança e camaradagem
E de repente o sol vem
ofuscar a imagem e semelhança de todos.
segunda-feira, maio 04, 2009
Apatia
Letargia induzida
Como coma de teores escrachados
Nas veias de um andarilho
Cansa-se de da covardia
e depois joga-se as memórias em muros contrários
pra ver esquecer o vazio
E é cheio de deslizes
Como uma encosta na enchente
De gente que sente na pele a dor da canção
que cai no silêncio das mesmices
Andar já não importa, pouco menos cantar
A vontade vai desmoronando
Só resta sentas e esperar.
terça-feira, março 17, 2009
Cadência Leve
segunda-feira, fevereiro 23, 2009
Noturno
quarta-feira, novembro 26, 2008
Sentir, Encontrar, Sorrir

Tente entender, meu ser é não ser
Nada disso que se vê, mas tudo que se sente
Então tente entender, pois o que sinto é querer
Não aqueles que se vê em qualquer lugar, por conta da superfície
É algo que veio quando olhei sua alma quando me disse:
É estranhos sermos tão próximos assim.
E isso tudo é o que a visão oculta
E mesmo assim o coração brilha na penumbra
tentando achar um brilho semelhante
que de perto reflete o seu semblante...
aquele que busco todos os dias.
Nada disso que se vê, mas tudo que se sente
Então tente entender, pois o que sinto é querer
Não aqueles que se vê em qualquer lugar, por conta da superfície
É algo que veio quando olhei sua alma quando me disse:
É estranhos sermos tão próximos assim.
E isso tudo é o que a visão oculta
E mesmo assim o coração brilha na penumbra
tentando achar um brilho semelhante
que de perto reflete o seu semblante...
aquele que busco todos os dias.
terça-feira, novembro 04, 2008
Me Vê

Me vê? Talvez eu nem exista
Seja algo insista em viver... morrendo.
Mas tudo isso é pura desculpa,
Lágrima de quem procura alento.
Atento e aéreo, tento capturar o vento
Tão livre e preso quanto eu,
Nascido de ventre negro, trabalhador, mas sujeito... ao meio
Que nos joga tanta coisa que nunca tinhamos feito.
E então, me vê?
Não com os olhos deles, mas o seu
Aquele que me olhou da primeira vez, me abraçou
Aquele olhar que te fez esquecer
Dessas diferenças de hoje, de qualquer ser...
Me vê?
domingo, outubro 26, 2008
Transbordamento de Tudo

Eita alma!
Não se acalma nunca
Nem quando sobra tanta falta
Nem quando a vida afunda
Inunda todas as saídas e contrai os pulsos
Parecem querer sair do corpo
Que dança em movimentos confusos!
Desenho torto de traço solto
E de tanto guardar, explodiu
Deixando pedaços de mim em tudo
Um andarilho, piso de chão avulso
Que de tanto chorar, olhou pra frente e riu.
segunda-feira, outubro 06, 2008
Tardia Memória

Se lembra... ou não?
Somos tão sãos quanto os santos
Amparados de mantos
Que são quase chão.
O que temos em nossas mãos é presente
Futuro constante inconsciente
No instante inseguro da mente
Que faz com que o passado se movimente
Mas pra que tanto... lembrar?
O que vemos é fato
Afetado, bem além do tato
E nos faz... sorrir e chorar.
segunda-feira, setembro 29, 2008
Cadê a vida, Cadê a cor

Ando meio assustado
esse mundo tá pardo,
igual papel de pão usado.
Na vitrine eu vejo tanta coisa...
Tanto barulho pra nada.
Cadê nossa imaginação, que não mais coita?
Cadê a nossa empolgação ao sentir a madrugada?
É tanto ouro que a grama vai secando
E nos mostrando todo o final,
Que construimos no gerúndio: Acabando
Morrendo por coisa tão banal.
Ando meio assustado
esse mundo tá pardo,
igual papel de pão usado.
Cadê os lápis pra colorir esse papel?
.
sábado, setembro 27, 2008
Garoto Estranho

Entrou na vida e se sentou,
incomodado com o mormaço, falou:
- Como podem viver assim? Quero calor, mas de outra forma!
e então responderam:
- Olhe ao redor, filho, todas as formas possíveis.
Aí então a mente acorda...
E tinha tanto a falar, mas calava
E tinha tanto a sentir, mas anestesiava
Tinha tanto a sorrir, mas chorava
Tinha a vida que quis, mas definhava...
Com vagar tentou se erguer
Levantando a bandeira do saber
Saber que tudo é bom e ruim
saber que o início também tem fim
E se o vir por aí, vai olhar a alegria e tristeza contrastando
como duas faces de um velho pano
usado pra secar o rosto e seguir em frente
Bem além do poder da mente, que mente ser só imaginária...
Sem me Preocupar

A alma almeja a boca cheia
De palavras com calma ao perder as estribeiras
e cavalgar tanto pra que o nada se ache
na etlicidade da embriaguês, algo que te arremate
O abate ainda não foi feito
No leito do ser ainda está o peito
que bate com inconstância
nos lapsos e voltas nas lembranças
Voam, ecoam, sopram no mar
E o olhar que viu tudo isso, se estarrece
enriquece a vista de tanto amar
e se cega no vício que cresce...
...vício que eu tenho, de ir sem me preocupar.
quarta-feira, agosto 27, 2008
Dança de Salão

Na mesa de um salão, sentado
Calei meus pensamentos pra ouvir teus passos
De longe a dança parecia chegar a mim
Devagar me colocando em um transe que me lembro que vivi
Vivi e amei
Nos tangos e voltas de bolero,
valsas com sorrisos sinceros
embriagados por tanta agradabilidade
E de tudo isso tirei um passo novo
dois pra lá, dois pra cá e sigamos em frente
Pois o que eu sinto ainda queima como fogo
e se tudo aqui dentro é tão quente
temos que sair pra respirar o frescor de um estorvo
marcado pela paixão de duas pessoas, mas só uma mente.
Mormaço
Amasso um papel e sinto um trago
Traz a morte de um chão
Que faz o rico ficar escasso
Descaso dos acasos e do não
Não quero, não posso não faço
Mas se fizesse o papel virar árvore
A poesia não seria um cigarro
E sim o formigamento do corpo diante da vida.
Traz a morte de um chão
Que faz o rico ficar escasso
Descaso dos acasos e do não
Não quero, não posso não faço
Mas se fizesse o papel virar árvore
A poesia não seria um cigarro
E sim o formigamento do corpo diante da vida.
quarta-feira, agosto 20, 2008
noite mal-dormida
segunda-feira, agosto 11, 2008
Caminhada

O dia vêm depois da noite
E nos mostramos fortes pra vencer
mas será que agüentaremos o açoite?
A vida é mais dura do que se vê.
Depois de séculos na memória
Um instante a mais é sempre uma chance
Estamos correndo pra vencer o tempo, a hora
Nossa determinação será nosso ângulo de alcance
E quem achava que não poderiamos lutar mais?
Todos iram cair, e terão que se redimir
Zumbi ainda não morreu no meu peito
O que eu sei hoje é que sem justiça, não existe paz
E sem exitar, iremos properar e resistir
Até que todos sejam iguais em todos os meios.
Patriota

Patriota?!
Patriota?!
Esse povo acha que somos idiotas!
Patriota?!
Patriota?!
Eles são os que esconderam nossa história!
Patriota?!
Eles omitiram nossas vitórias pra pensarmos em derrotas!
Patriota?!
Eu não! Sou de outro canto
O canto dos meus ancestrais
Que não morrerão jamais
pois continuarei panafricano
e lutarei
até o fim
que não vai ser agora.
Agora não!
terça-feira, julho 22, 2008
Febre Fria
Parece tudo vago
Como as pessoas a andar
Ponho a sopa no meu prato
pra ver se passa a febre que sinto
E ao caçar a cura pra tanta dor
Vejo que o frio me toma
E aquele fervor
Parece mais o meu rancor da vida
Que estranho isso,
Mas tão familiar quanto o vinho
Perambulando pelo sangue
E recriando tudo o que sinto
Minto ao pensar que estou doente
Pois o que a gente sente
É uma vontade gritante
de viver intensamente
Cotidiano

Todo dia não sabemos o que esperar
E mesmo assim supomos o óbvio
Mas sempre fica no ar
Aquele ócio que queremos nos livrar
Livrar, nos livros que lemos
Conversas que temos
Gargalhada que damos
E mesmo conseguindo desse jeito
Parece que nada mudou.
Então lutamos, caímos, levantamo-nos
Esperando que o suor se materialize
Mas não esperando que o sonho se realize.
segunda-feira, junho 30, 2008
O dilema de Ícaro

Entre escombros e vidro, cá estou
A vida continua e o que contruí desabou
Tomou o rumo de uma pedra, que tende a descer
Talvez morta, mas quem irá saber?
Um dia resolvi me jogar e tentar voar
Minha vida é de pedra
Mas meus sonhos são asas, que planam e planejam no ar
Quem me fortalece não vai ver minha queda
Asas de pedra não parecem voar
...e vidas de penas no sol irão queimar.
domingo, junho 29, 2008
Catálise da Catastrofe

Os versos aqui
São o que um dia fui
E o que posso sentir
À respeito do que está prestes a ruir
Em cada estrofe uma catástrofe constante
Na imensidão de um momento distante
Que chega perto da vista
Mas se afasta da vida
E de tudo isso tiramos o que nos é útil
Mas o que significa utilidade?
ferramenta de bondade ou maldade
Só quero não ser nenhum usado pra coisas fúteis
E daí sim posso fazer a catálise de quem sou
sem propósito pra ninguém,
só a vontade de viver.
domingo, junho 22, 2008
Pluma

Sabe aquele menino triste?
É parte de você
Deixe o crescer e vai ver
que a alegria não é nada perto da dor que persiste
E aqueles dia de névoa laranja
Rastro do sol que você sempre quis ver
talvez sejam só lembranças
esperanças que morrem pelo dia que vai e volta sem saber
E por enquanto o melhor parece se afastar
mas está do lado
E é com força que levo esse sorriso no rosto
e a apatia como fardo
Caindo em sono, sonho profundo
que só se pode dividir ao acordar
mas como ninguém parece se importar
quero estar aqui, sonhando acordado
uma pluma de anjo em meio ao mundo.
sábado, maio 17, 2008
Medo de quê
.
.
.
Quem se esconde?
Quero saber.
Aqui só existe verdade
Você tem medo de quê?
Oculta é a face do tarçoeiro
descoberta é a face do guerreiro
que luta e reluta
Em mandar embora o nevoeiro.
E até os olhos não se cruzam quando o segredo ronda
e até um olá se leva em conta
pra se afastar e não ver
que segredo bom é só o de viver.
Não esconda o que é, não
Pois pode ser o pior
de trazer a sombra ao coração
sendo que com a verdade, tudo pode ser melhor.
.
.
Quem se esconde?
Quero saber.
Aqui só existe verdade
Você tem medo de quê?
Oculta é a face do tarçoeiro
descoberta é a face do guerreiro
que luta e reluta
Em mandar embora o nevoeiro.
E até os olhos não se cruzam quando o segredo ronda
e até um olá se leva em conta
pra se afastar e não ver
que segredo bom é só o de viver.
Não esconda o que é, não
Pois pode ser o pior
de trazer a sombra ao coração
sendo que com a verdade, tudo pode ser melhor.
segunda-feira, maio 12, 2008
O Início

Se a chuva fosse tanta
Mesmo assim, resistiria
E se o caminho fosse muito longo
Eu estaria alí, persistiria
como faço nos dias de hoje.
Se o ar te faz cair,
Suba junto a ele.
Lembra de tudo que eu disse?
A verdade existe
Pra quem deseja ver,
Pra quem vê o amor renascer.
Mas e se tudo desmoronar?
Ao teu lado estarei,
Pra fazer todo o fim mudar...
E virá o início.
Do fim? Então que não se justifique dentro de todo esse amor, um relampejo.
domingo, maio 11, 2008
Tiras de filme velho

Sinceridade plena quero alcançar
como qualquer cena de um curta ou longa metragem
e tirar dalí a vantagem de ser verdadeiro.
Espero que você e todos também sejam
Sei bem que a sombra serve pra encobrir
mas dentro dela, prefiro descansar
e se tu te escondes, um dia a verdade irá surgir.
Vem, vem descobrir em que parte deste filme estamos
pois eu não sei mais se te quero
porém espero
e sangro, pois te amo.
Como numa comédia romântica sarcástica...
Onde o pierrot ainda chora.
terça-feira, abril 29, 2008
Cantos e rios
A dúvida nos mantém vivos
Num misto de alegria e chuva
Que completam as tristezas de nossos rios
Rios profundos
E de tanta risada, imundos
Como a vontade mundana de se encontrar
Nos braços de quem se vê passar
E é tudo tão estranho
como a risada acompanhando o pranto
De quem é feliz com os amigos
E mesmo assim chora aos cantos...
Tantos cantos incontáveis.
segunda-feira, abril 28, 2008

O óbvio nunca se vê
Na superficial mente de quem se vende
E venda os olhos das crianças que acreditam
E acabam sem saber o que fazer
É tão normal pra todos
Não construir, manipular
Colaborar pra instigar
O monstro da ingnorância dos outros
Nunca iremos ver o sol como é
Se não lutarmos com fé
Pra que um dia esse véu acabe
No chão, pisado
E não nos trate como um simples quadro...
De frutas, mesas e cadeiras sem sentido.
Sanidade Sanitária
Eu sei que todos estão loucos
e eu também
mas sanidade não se vê
e vamos morrendo aos poucos
Mas o que é ser são
Conhecer o bem?
Ser forte de coração?
Não, quero ver o que vem
Pode não ser o que eu quero
Mas quisera eu controlar e ser normal
Pois viver é calmo e frenético
Combinação entre o revigorante e o fatal.
segunda-feira, março 24, 2008
Produto do Meio

Produto do meio
Entorpecido eu me sinto
alentando minhas feridas
calos de pessoas que se foram
e continuam indo
E eu quero tanto tudo
que acabo me enchendo
e andando, e andando
pra chegar ao fim
Nunca acontece
mas desaparece e explode de novo
com tudo o que tinha dentro
fazendo uma ferida maior
outro rastro de horror
Que estranhamente se torna amor
de tudo e todos
da vida dos outros
que te ouvem e não
pois são e não estão
Dentro do peito
entorpecido e marcado
seco e dilacerado
produto do meio.
domingo, março 16, 2008
Olhos à Procura
Meus olhos mostram quem sou,
mas também te mostram com estou
sem vontade de abrir-me a esse mundo
onde tudo que era bom acabou
Sonâmbulo, procuro bondade,
ternura, que talvez só encontre em suturas
causadas por palavras sutis e gestos vazios
mas causando o choque de êxtase de dois corpos
cansados de serem frios
E se esquentam até virarem cinzas de novo...
...aos olhares à procura do insano.
mas também te mostram com estou
sem vontade de abrir-me a esse mundo
onde tudo que era bom acabou
Sonâmbulo, procuro bondade,
ternura, que talvez só encontre em suturas
causadas por palavras sutis e gestos vazios
mas causando o choque de êxtase de dois corpos
cansados de serem frios
E se esquentam até virarem cinzas de novo...
...aos olhares à procura do insano.
É Sempre Assim
sem sangue, sangrando
com vida, morrendo
sem tuas mãos ao redor, sem teu suor no ar
esperando por algo maior
e é sempre assim...
e é sempre assim...
maior que a loucura
e ela é a maior
mais forte que a apatia encontrada em seu corpo
mas o poço de almas secou
e é sempre assim...
sem ar, respirando
o nada, o mundo
que maldito conto de fadas
que malditas palavras sufocadas
que folhas malditas de poemas queimados
e é sempre assim...
e isso tira tanta força daqui
que parece enevoar todos os pensamentos
bloquear toda a energia de outros alentos
petrificar o coração já esmagado
e é sempre assim...
quarta-feira, março 12, 2008
Não Sou Seu

Não me trate como sendo seu,
pois não sou
apenas estou
aqui, junto de você
no breu.
Breu de pensamentos turvos,
águas claras,
sentimentos límpidos
onde você chora
com a maquiagem borrada.
Borrada de verdades,
Borrada de silêncios,
em meio à vaidades,
em meio ao extravasamento.
extravasamento de você em mim,
como um rio sem fim
que passa e passa
mas continua ali.
está aqui, mas não é meu
pois é seu o sentimento
que outrora tu negou
só pra depois esquecer o lamento.
Lamento te dizer, não sou seu
mas estou aí
e seria seu se fosse meu
mas tudo que é meu se desfez no seu
quem agora sou eu?
Encontros

Encontros desencontrados
vidraças quebradas
pensamentos vagos
águas passadas
Que vêm e vão
pra fazer lembrar
mas que acabam passando
de olhar em olhar
E mesmo que algo esteja faltando
despedaçado dentro
eu sei que você vai estar aqui
me cedendo um alento
só pra me ver sorrir
Reconstruir tudo que se foi
fazer do choro uma música pra depois
e o abraço, momento de agora
por que enquanto estamos aqui
tem muita vida lá fora.
terça-feira, março 11, 2008
O Choro
e vem lavar
as mágoas saem
como o sangue a rolar
Como uma bola de neve
vermelha dura
mas real e pura
como o chão que se pisa
E quando passa vem o sol
aquecer de novo o que se foi
o que esfriou por não ser
o que acabou sem saber
como algo que não sai
apenas pra atordoar
as lágrimas que caem
como o sangue a rolar
E nada disso acabou importando
e todas as forças foram ficando
mas tudo isso que falo vai chover de novo
como fantasmas do passado, do sufoco
e devorar as lágrimas e o sangue,
o choro.
as mágoas saem
como o sangue a rolar
Como uma bola de neve
vermelha dura
mas real e pura
como o chão que se pisa
E quando passa vem o sol
aquecer de novo o que se foi
o que esfriou por não ser
o que acabou sem saber
como algo que não sai
apenas pra atordoar
as lágrimas que caem
como o sangue a rolar
E nada disso acabou importando
e todas as forças foram ficando
mas tudo isso que falo vai chover de novo
como fantasmas do passado, do sufoco
e devorar as lágrimas e o sangue,
o choro.
Nos Meus Olhos

Olhe nos meus olhos
o que você vê
você?
não.
Olhe ao seu redor
tente me encontrar
mas não se perca
não perca o ar
Esse fôlego que aparece
as vezes te faz esquecer
que pode sumir a qualquer segundo
e entorpecer a sua mente com o que está no fundo
não vê?
sou eu.
nos teus olhos
no teu rosto
na tua boca
na tua alma
Olhe nos meus olhos
o que você vê
você?
não,
nós.
De Vez Em Quando
De vez em quando
a dor aumenta
de vez em sempre
o coração não agüenta
Mas se tudo isso tem que acontecer
que seja.
Passos descontínuos me acompanham
ouvindo músicas de tons foscos
perto de sereias cantando
e o lamento dos ogros.
e quem se importa?
pode dormir que eu não ligo.
E o olho vê tudo,
mas não quer ver
a noite vem chegando
depois do entardecer
e as pedras vão rolando
sem saber onde parar
e fazendo esquecer
a dor de estar amando.
segunda-feira, março 10, 2008
Insonia
Insonia
vazio forte
cheiro de amônia
olhando ao norte
e o cansaço continua
mas a penumbra camufla
de forma estranha
o que a loucura não sana
e você anda
caminha e corre
pra saber o que tanto sangra
acaba não descobrindo, se desvia e morre
mas vive de novo
como uma troca de peles
deixando o que é velho, oco
enquanto a nova vida se ergue.
domingo, março 09, 2008
Sofrer
Sofrer já não importa mais
o horizonte se abriu
trazendo o sorriso do mar
aquele que ninguém viu
Cheio de luz, como o próprio sol
iluminando a noite
pra todos sairem
e prepararem o açoite
Chicotadas de penumbra
confortavelmente dolorosas
por saber que a vida acaba
sem se ter feridas profundas
O prazer em conhecer é destrutível
e quando a noite cai, a vida se perde
pra se achar nas cicatrizes mais possíveis
de pessoas que se cruzam na vida
E por isso sofrer não é algo importante
é algo natural, como a fala de um dialéto banal
fazendo entender no simples
o que se esconde nos ditos pensamentos especiais.
sexta-feira, novembro 16, 2007
assim

Assim se elucidam as fontes do ser
No mais infame ar de nascer
tão puro quanto a luz
e tão trevoroso quanto a alma que o seduz
E tudo se perde em palavras jogadas
Ao vento, sem cor
rancor dentro de lágrimas
chuva de anestesia da dor
Como algo que nos deixa assim,
Sem saber o que fazer
como a prisão do querer
entre palavras que escondem tudo aqui
Não deixe pra depois o que está para acontecer
não deixa a agonia encontrar a alegria
pois não viver bem, pra mim é covardia
algo que não pode permanecer
pois é, assim...
domingo, julho 29, 2007
Guerreiro
Uma folha passou por aqui,
Cheia de poeira e cinzas
parecidas com as em minha mente
encrustradas pelo mal que jaz aqui.
E o vento que passa por entre minha mente me faz desvanescer
me faz esquecer da batalha em que me encontro
mas logo acordo e vejo o inimigo:
-Eu mesmo
Luto pela paz, em tudo e todos
pois sem ela, não existe nada,
pois o ódio é vazio
como as chibatadas em meus ancestrais que ainda me trazem marcas.
E vou lutar mais, pelo amor
pela paz, sem medo nem pudor
pois não há nada mais nobre para um guerreiro
do que derrotar todo o ódio e rancor
só pra se mostrar vencedor perante quem sustenta o sistema.
memória insana
Em tempos de escuridão você me fez lembrar
do insano que fui e a que ponto fui chegar
mas nada agora importa
pois a memória está aí: morta
tão podre que chega a molhar de chorume
a alma daqueles que viram o caos
e nada disso ninguém assume
pois sabe que irá virar mal
sem rumo de importância
vou lavar toda essa saudade
pra que nada aconteça
por baixo da maudade
do insano que fui e a que ponto fui chegar
mas nada agora importa
pois a memória está aí: morta
tão podre que chega a molhar de chorume
a alma daqueles que viram o caos
e nada disso ninguém assume
pois sabe que irá virar mal
sem rumo de importância
vou lavar toda essa saudade
pra que nada aconteça
por baixo da maudade
Labareda

Com a boca seca bebo água
pra acalmar uma sede bem maior
que me corrói em vida
que me faz procurar o tudo no nada
A alma procura
algo pra alentar
como uma labareda
de uma fogueira à luz do luar
O andar é apressado,
pra poder caminhar o máximo
e o que fica pra trás
no peito fica acumulado
Se faz bem ou mal não sei
mas viver mata
porém eterniza pensamentos
e faz quem vive virar rei...de si mesmo.
pra acalmar uma sede bem maior
que me corrói em vida
que me faz procurar o tudo no nada
A alma procura
algo pra alentar
como uma labareda
de uma fogueira à luz do luar
O andar é apressado,
pra poder caminhar o máximo
e o que fica pra trás
no peito fica acumulado
Se faz bem ou mal não sei
mas viver mata
porém eterniza pensamentos
e faz quem vive virar rei...de si mesmo.
quinta-feira, março 15, 2007
quarta-feira, outubro 11, 2006
Luz das Ondas

O tempo passa
Assim como o vento faz a brisa
E distorce a luz que bate nas ondas.
E o mar se acalma,
e vem a alma a serenar
E vêm as palavras pra elucidar
O pensamento de quem ainda não se mostrou
E a decadência daquele que ainda não procurou
Amar e ser amado pr'o tempo passar
E dizer enquanto vê os amigos a andar
Que a vida aqui se encontrou
Pra não morrer depois
Pois se concretizou
E fez os sorrisos aparecerem
E fez as risadas serem agradáveis
E fez todas as insanidades serem afáveis
Se encontrando pra depois morrerem,
Por tentar encontrar sanidade em tal vida
de andar e andar
Sem conseguir se encontrar
Mas então ver e chegar
até a amizade e a luz
na brisa que bate
nas ondas do mar.
quarta-feira, setembro 27, 2006
Memória

Como o sol atravessa a terra
eu vejo teu rosto brilhar
feito algo que vê minha alma
e trepassa a linha da guerra
e traz o amor.
Contagiou,
esse teu brilho tão intenso
que ninguém vê de fato
mas está aí e me faz pasmo
por ofuscar meu ego e me mostrar frágil
por te amar sem ter teu rosto afável...
juto ao meu.
Mas quado olhares ao sol
prometa-me lembrar de nossos dias de alegria
onde tudo era vivo em tua face
e nunca era possível demostrar-se a apatia
...
luzes ao vento escondendo e anestesiando a agonia.
sábado, setembro 09, 2006
caminhos

Como o mar cobre as almas que mergulham nele
Eu tenho sem pudor fazer valer tudo isso
pra poder me encontrar e me livrar dele...
Esse peso agonizante que me colocaram sobre as costas
vendo meus pés afundarem como na água afunda a rocha
jogada por um monstro estranho
que todos chamam de apatia
mas que nem sem te deixa sem vida
porém faz morrer esta lentamente
e nos faz ser tão inconsequentes
por acahar que o amanhã não existe
e não existirá nunca se formos tão tristes
caminhando pra rumos tão incertos quanto nosso amanhã
mesmo vendo tudo desabando
e assim se viarndo e falando pra nós mesmos:
nada foi em vão, mas tudo não passou de nada.
segunda-feira, agosto 07, 2006
Sem lugar pra ir

...Pra onde vou não existe nada
e todas as folhas são pardas
e são todas iguais a mim,
mal-amadas, despresadas, ofuscadas
Por isso estão no caminho pra onde eu vou
sem lugar pra ir,
sem graças pra rir,
sem motivo pra continuar aqui
vendo todos se divertirem na tragédia
sem olhar pra dentro da tristeza que é isso
por estarem cegos e entorpecidos
mortos já nascidos.
por isso vou embora,
sem lugar pra ir.
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